A margem EBITDA como KPI supremo

O crescimento deverá ser observado apenas pela margem EBITDA, que não é um valor (R$), mas sim um percentual que relaciona as receitas versus o resultado. Através desse percentual, ao longo de sua gestão, o Diretor Executivo poderá comprovar sua competência em:

  • Construir novas fontes de receitas
  • Investir em inovações que impactam na Marca
  • Promover melhoria contínua com impacto na produtividade

O gestor preguiçoso gosta de observar apenas o valor nominal (R$) do EBITDA no ano. É um indicador ineficiente já que apenas mostra a capacidade momentânea da empresa em gerar caixa. Não mostra sua estratégia para manutenção do crescimento.

O orçamento anual é a ferramenta essencial para criar engajamento entre os líderes das diversas áreas da empresa. O orçamento justifica o planejamento estratégico uma vez que relaciona resultado e budget.

O DRE como ferramenta de monitoramento

O DRE é um instrumento financeiro obrigatório para o monitoramento da saúde da empresa. Permite observar, no tempo, o progresso e tendências sobre:

  • Evolução das receitas de vendas separadas conforme as respectivas fontes de receita
  • Composição dos custos relativos aos produtos ou serviços — todos têm efeito sobre a precificação
  • Evolução ou deterioração da margem de contribuição — o indicador mais importante, qualquer tendência deverá sofrer intervenção imediata
  • Despesas gerais da empresa — acompanhar o nível comparando com faturamento e meses anteriores
  • Capacidade de geração de caixa e necessidade de redimensionamento preventivo da exigência de capital de giro

A Análise Vertical permite verificar a relação entre as contas de custos e despesas versus o resultado de vendas. A Análise Horizontal permite verificar a relação entre as contas mês a mês, monitorando performance, produtividade e rentabilidade.

Carga versus capacidade

Uma vez que cada gestor tenha recebido seu respectivo budget desdobrado do orçamento, o próximo passo é organizar sua área:

  • Desenhar processos e rotinas — um gestor nunca deverá receber o título de gestor caso não tenha seus processos claramente desenhados
  • Contratar e alocar pessoas com conhecimento e habilidades compatíveis com o desafio
  • Calcular carga versus capacidade, definir o nível de entrega
  • Estabelecer e comunicar suas métricas — KPIs
  • Combinar o nível de serviço (SLA) que entregará para áreas que serão seus clientes internos
A característica do gestor diligente e criativo: segue rigorosamente o orçamento com visão de EBITDA, tomando decisões priorizando ações que têm impacto positivo maximizando o capital disponível na construção de projetos que constroem valor.